terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Exército retorna a Londrina para montagem de ponte em distrito

Saulo Ohara/Grupo Folha

No começo da noite desta segunda-feira (22), os 32 soldados do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, de Porto União (SC), devem chegar a Londrina para a instalação de uma ponte provisória, que fará a transposição no Rio Taquara, entre o Distrito de Paiquerê e o Patrimônio de Guairacá.

Os militares ficarão alojados no salão paroquial da Igreja do Distrito de Paiquerê, devido à logística dos deslocamentos, e devem iniciar os trabalhos na manhã de terça-feira (23). Com eles, devem vir seis caminhões bitrem com as peças e equipamentos necessários para a montagem da ponte.





Quando finalizada, a ponte modular de aço medirá 57 metros de comprimento, ligando as margens do rio. Ela terá capacidade para até 80 toneladas, podendo trafegar motocicletas, carros leves e caminhões.

A expectativa é que todo o trabalho deva levar de 10 a 12 dias para ser finalizado, dependendo das condições climáticas. A ponte provisória vai permitir a travessia de carros e caminhões durante os oito meses necessários para a construção da nova estrutura de concreto.

Desde 27 de janeiro, os soldados do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado instalaram uma Balsa Portada Tática Leve, que os auxiliará na montagem da ponte provisória e faz o tráfego de veículos de emergência como carros de polícia e ambulâncias.

Exército, Abin e PF querem população atenta a risco de terror na Rio-2016

Vice-diretor de contraterrorismo da Abin, José Carlos Martins da Cunha, e o general do Exército chefe do terrorismo (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Hotéis, aeroportos, táxis e polícia se reuniram em SP para prevenir ataques.
Segurança estuda 25 hipóteses de atentado durante os Jogos, diz general.

A Polícia Federal, o Exército e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estão trabalhando conjuntamente, monitorando suspeitos, e se preparando para prevenir ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos, que serão realizados em agosto, no Brasil.
Foram definidas 25 possibilidades de atentados que poderiam ocorrer e como seria a resposta do governo a eles. A pior delas seriam ataques múltiplos em uma mesma cidade, como os realizados pelo Estado Islâmico em Paris em novembro de 2015, que deixaram ao menos 130 mortos e mais de 350 feridos.
Um dos objetivos do governo brasileiro até lá é sensibilizar profissionais que trabalham em setores que atenderão turistas e delegações, como taxistas, funcionários de hotéis, bares e restaurantes, aeroportos, shoppings e transportes públicos (como metrô e ônibus) de que pequenas coisas suspeitas, como um a mala esquecida no corredor, pode representar um perigo.
Em São Paulo, que sediará algumas partidas de futebol das Olimpíadas, na Arena Corinthians, um evento de dois dias reuniu nestas quinta (18) e sexta-feira (19) profissionais destes setores, com policiais e militares do alto escalão da inteligência do país, para debater os riscos. Também haverá equipes treinando e se hospedando na capital paulista e em cidades do interior do estado.
Segundo o general Mauro Sinott, chefe do Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo do Brasil, a intenção é “sensibilizar algumas pessoas e audiências que vão lidar com grandes públicos e delegações para ficarem atentas de alguma indicação de que alguma coisa pode estar em curso, como um evento terrorista”.
“Eu cito como exemplo uma camareira que caminhando no corredor vê uma mala abandonada, que não é normal. Nós queremos criar neste tipo de profissional a sensibilidade de que ele deve informar imediatamente a segurança do hotel”, afirma o general Sinott.

O treinamento reuniu o alto escalão de combate ao terrorismo no país, também contou com integrantes de bombeiros, defesa civil e polícias Civil e Militar de São Paulo, com o objetivo de repassar informações que englobam desde sobre se constrói uma bomba até as atitudes que seriam suspeitas, a necessidade de preparação de planos de evacuação e de emergência em hotéis, shoppings, aeroportos e outros locais para caso haja algo suspeito.

"Este estágio que estamos realizando em São Paulo é o primeiro que a estrutura integrada do governo fará em diversos locais, como Rio de Janeiro, Brasília e Manaus, e busca aumentar a percepção das pessoas para que possam detectar uma ameaça terrorista, caso ela ocorra", diz o general Décio Luis Schons, que será o responsável pela segurança das Olimpíadas em São Paulo.

"É uma situação de prevenção e nós temos que estar preparados. Primeiro, para evitar que algo ocorra e, em segundo momento, para responder e reduzir os danos. Por isso queremos criar esta atenção dos atendentes dos hotéis, gerentes, faxineiras, pessoas comuns, o cidadão que vai no estádio e que, se estiver atento, percebe uma situação esdrúxula, um pacote abandonado, uma mochila, uma atitude estanha, uma atitude muito nervosa, e pode ajudar", acrescenta o general Schons.



"Eu achei muito interessante. É um aprendizado que sempre aprimora e faz termos um outro olhar sobre as coisas. Um integrante da nossa segurança também está participando e a ideia é voltarmos para o hotel e repassarmos as informações para pensarmos diferente”, disse Michelle Paba, funcionária de um hotel paulistano.
Abin monitora suspeitos
A Abin possui alvos específicos que são acompanhados 24 horas por dia 7 dias por semana: são pessoas com passagens pela polícia e com uma rede de contatos capaz de obter armas, utensílios para explosões, dinheiro e pessoas capazes de executar um ataque. Imigrantes, como os refugiados sírios, não representam grandes ameaças, já que estão usando o Brasil apenas como rota para seguir para a Europa.
O risco maior, segundo agentes da Abin ouvidos durante o evento, são os chamados “lobos solitários”, pessoas que individualmente aderem à causas terroristas ou são cooptadas através da internet e se isolam socialmente, sem que se possa identificar antecipadamente.
“Queremos mostrar para estas pessoas, primeiro, que elas não precisam se preocupar, que estamos trabalhando conjunto no escalão superior e preparados para tudo, mas que precisamos contar com eles para alertar qualquer coisa suspeita, que precisamos contar com a ajuda deles”, disse o vice-diretor de contraterrorismo da Abin, José Carlos Martins da Cunha.
Para o general Sinott, a estrutura de resposta do Brasil hoje a um suposto ataque terrorista é “factível”.
“Fizemos uma projeção de 25 hipóteses do que pode acontecer e colocamos na mesa com diversos órgãos e cada um disse como poderia atuar nesta ocasião. A secretaria de Saúde, por exemplo, nos diz o melhor hospital para receber baleados é este, o melhor para queimaduras aquele. E, a partir daí, definimos protocolos do que cada órgão vai fazer em cada hipótese”, explica o oficial.
O delegado da PF Guilherme Torres defende que, em caso de ataques, deve ser seguido o modelo de reação francês, que determinou toque de recolher e expediu rapidamente mandados de busca e apreensão a residências de suspeitos, impedindo novos ataques em série. Ele defende também a rápida aprovação de um projeto de lei que tramita em urgência no Congresso e que, além de dizer o que é terrorismo no país, tornará crime a realização de atos de preparação para atques.
“Se algo ocorrer, a Polícia Judiciária não tem como esperar e ir bater na porta de cada juiz e pedir. Situações excepcionais exigem medidas excepcionais”, defende ele.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

LADRÕES FINGEM SER MILITARES NO COMBATE AO ZIKA



Três homens que se passavam por militares do Exército e agentes do combate ao mosquito Aedes aegypti assaltaram nesta sexta-feira (19) uma casa no bairro Bom Retiro, em Joinville, em Santa Catarina.

"Ladrões estão usando o nome da Vigilância Ambiental e da Secretaria da Saúde para entrar nas residências, alegando que estão realizando as vistorias preventivas de combate ao mosquito Aedes aegypti. Essas pessoas geralmente agem em trio, alguns trajando casaco branco (jaleco) e também vestimentas falsas do Exército Brasileiro", informou a prefeitura, em um alerta.

Segundo a prefeitura, os verdadeiros agentes usam dois tipos de colete, um escuro e outro bege, além do crachá de identificação.

Novos Valores Auxilio Pré Escolar

Foram divulgados novos valores do Auxilio Pre escolar válidos para o vencimento do mês de março.

Exército americano quer usar drones para entregar suprimentos a soldados

O Exército Americano está explorando o uso de drones para entrega de suprimentos a soldados em batalhas.

Atualmente, suprimentos são transportados, na grande maioria, em comboios rodoviários que são vulneráveis a ataques, porque viajam ao longo de conhecidas rotas de abastecimento.

Já drones, por levarem os suprimentos pelo céu, poderiam modificar suas rotas de abastecimento, e o mais importante, talvez, tirar soldados de situações de risco.

“Quando nós usamos transporte autônomo pelo céu, nós criamos uma série de dilemas para adversários, por que nós não estamos limitados a uma rota terrestre”, disse Larry Perecko, principal líder do departamento de Ciência e Tecnologia do Combined Arms Support Command (CASCOM) Sustainment Battle Lab em Fort Lee, Virginia.

Perecko conversou com soldados que falaram sobre suas frustrações na entrega de suprimentos em terrenos montanhosos, como no Afeganistão. Com frequência, motoristas conseguem ver o local de entrega, mas levam oito horas de direção para chegar lá devido a geografia dificultosa das estradas.

Ele disse que a inspiração veio de um projeto da marinha Americana que usou um helicóptero não tripulado para entregar 2 milhões de quilos de suprimentos a unidades do Afeganistão.

Dessa forma surgiu o projeto “Sustainment Aerial Mobility Vehicle”.

O Army Research Lab tem buscado uma tecnologia parecida: uma hoverbike produzida pela Malloy Aeronautics. Originalmente concebida como uma ferramenta de transporte de tropas no campo de batalha, ela também tem uma variante não tripulada chamada Marshall Drone.

Tal tecnologia está sendo explorada como parte do projeto. Um dos seus objetivos é tornar um drone capaz de se pilotar sozinho ou remotamente.

Ele teria uma faixa de 200 quilômetros, uma velocidade de cruzeiro de 70 km/h e uma capacidade de carga útil de 350 kg.

Mas essas especificações podem ser alteradas enquanto o Exército reavalia e refina suas exigências.

Em novembro do ano passado, os engenheiros da Malloy Aeronáutica viajaram para Fort Lee para demonstrar uma versão de um drone com um terço do tamanho previsto.

Cuba aciona Exército para combate ao mosquito transmissor do vírus Zika



Havana - O presidente de Cuba, Raúl Castro, pediu nesta segunda-feira que toda a população da ilha ajude a erradicar os mosquitos que transmitem o Zika vírus, e ordenou a mobilização de 9 mil soldados do Exército para auxiliarem a conter a doença.

Cuba ainda não registrou nenhum caso de Zika, mas o surto está afetando grande parte da América Latina e do Caribe, e é provável que se dissemine para todos os países das Américas, exceto Canadá e Chile, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). "É necessário que cada cubano entre nesta luta como uma questão pessoal", escreveu Raúl em uma mensagem nacional para soar o alarme contra o Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e suspeito de causar má-formaçã cerebral em recém-nascidos quando infecta gestantes.

Os cubanos devem limpar possíveis focos de procriação do Aedes, disse Raúl, que também é general das Forças Armadas. "As Forças Armadas Revolucionárias irão mobilizar mais de 9 mil soldados, entre eles oficiais da ativa e reservistas... para os esforços anti-vetor e de limpeza, com o apoio adicional de 200 oficiais da Polícia Nacional Revolucionária", afirmou o presidente.

O Partido Comunista e o governo adotaram um plano de ação sob a direção do Ministério da Saúde para lidar com o Zika que também irá ajudar a combater outras doenças transmitidas por mosquito, como dengue e chikungunya, disse Raúl.

Uma funcionária do ministério, que pediu para não ser identificada por não ter autorização para conversar com os jornalistas, disse que a vasta rede de médicos e clínicas de bairro está de olho no surgimento de sintomas do Zika, e que casos suspeitos serão postos em quarentena em alas hospitalares preparadas para uma eventual epidemia.

"Não temos casos confirmados ainda, mas vamos ter. Até o momento houve dois casos suspeitos que deram resultado negativo", disse a funcionária, que tem acesso em tempo real a dados epidemiológicos. O governo, que há anos fumiga vizinhanças e casas para conter a dengue, colocou os médicos de sobreaviso para o vírus semanas atrás e intensificou as ações de erradicação dos insetos.

A OMS declarou o surto de Zika uma emergência de saúde pública mundial em 1º de fevereiro, citando uma "forte suspeita" de relação entre a infecção de Zika na gravidez e casos de microcefalia. No entanto, ainda se sabe pouco sobre o Zika, inclusive se o vírus de fato causa microcefalia.






Fonte: www.odia.com.br

Tabela Aumento Salarial dos Militares válido para os próximos 3 anos



O Ministério da Defesa, desde o início do ano, estabeleceu uma série de diálogos com a equipe econômica do governo. Nos últimos dias, conseguiu elevar o índice de reajuste do soldo dos militares, que anteriormente estava em torno de 25,5%, para uma média de 27,9%.“Conseguimos a garantia de que teremos os soldos reajustados dentro das possibilidades econômicas do país”, explica o secretário-geral do Ministério da Defesa, general Silva e Luna.

A expansão da folha de pagamento de militares será concedida ao longo dos próximos quatro anos, sendo 5,5% a partir de agosto de 2016. O reajuste será escalonado, com maiores percentuais para as graduações do início de carreira e postos intermediários, indicados como prioritários pelos Comandos das três Forças. Os índices variam de 24,39% a 48,91%.
Esse reajuste incide sobre os soldos (veja a tabela). No entanto, como as gratificações são vinculadas a ele, também terão seus valores corrigidos na composição da remuneração bruta do militar.
Dessa forma, a remuneração bruta (com as gratificações) média dos oficiais generais, que atualmente varia de R$ 21.777 a R$ 25.433, será de R$ 27 mil a R$ 31.636, em 2019.

No caso dos oficiais superiores, que atualmente ganham, com gratificação, entre R$ 14.472 e R$ 17.068, ganharão, em 2019, entre R$ 18.212 a R$ 21.340, em média.

Os oficiais subalternos e intermediários, com remuneração bruta atual de R$ 8 mil a R$ 10.878, em média, passarão a receber valores que vão de R$ 9.990 a R$ 14.309.

Os praças, que ganham atualmente remunerações que variam de R$ 1.021 a R$ 7.463, em média, passarão a receber de R$ 1.270 a R$ 9.845 até o final do período de quatro anos.

As gratificações variam de acordo com a experiência, competência, local de trabalho do militar, por exemplo. Sobre essa remuneração bruta incidem os descontos obrigatórios, como o imposto de renda, contribuição para a pensão militar e para o fundo de saúde da Força.